Quando uma mulher é agredida, toda a sociedade é culpada.

Não é só sobre ele bater.É sobre o silêncio que vem antes e o que continua depois. É sobre o menino que cresce ouvindo que “homem não chora”, mas pode gritar.Que não aprende a nomear o que sente, mas aprende a explodir.É sobre o pai que ensina o filho a ser duro, e a filha, a ser boazinha.Sobre a mãe que se cala diante do machismo dentro de casa, porque também foi ensinada a suportar. É sobre uma cultura que ainda quer a mulher dócil, submissa, tolerante.E o homem no controle, mesmo que descontrolado. Sim, nós mulheres também fomos moldadas por essa lógica.Fomos ensinadas a competir entre nós, a medir o valor de outra pela roupa, pela escolha, pelo corpo.Nos ensinaram a julgar umas às outras em vez de nos acolher.E, sem perceber, perpetuamos o machismo que nos mata em silêncio todos os dias. A sociedade cobra da mulher paciência. Do homem, poder.Da mulher, delicadeza. Do homem, domínio.E quando essa equação explode em agressão, todo mundo finge surpresa. Mas nenhuma violência nasce do nada.Ela é cultivada em pequenas falas, em piadas, em olhares, em permissões.E enquanto isso for tratado como “normal”, nenhuma de nós está segura. A mudança não é só prender o agressor.É encarar de frente o que ainda o sustenta: a cultura, a criação, o sistema. Aline AndradePsicóloga Clínica
Se o seu corpo adoecesse, você não ignoraria. Mas por que insiste em silenciar os gritos da sua mente?

Você sente que algo está errado, mas escolhe não ouvir.A mente reclama, dá sinais, grita, mas você insiste no silêncio.Ignora o cansaço emocional, a angústia, o medo, a tristeza. E o que acontece?O corpo começa a pagar a conta. Porque o que não é escutado, acumulado, reprimido, não desaparece.Ele se transforma em peso, em dor, em desgaste. Cuidar do emocional não é luxo.É necessidade.Quando você para de querer silenciar sua mente, começa a dar espaço para a cura. Não adianta fugir da dor.Não adianta fingir que está tudo bem. O primeiro passo é escutar o que você sente, sem medo, sem vergonha. Quer começar a se ouvir de verdade?Me chama. A terapia é um caminho para isso Aline AndradePsicóloga Clínica
Você acha que está exagerando. Mas e se só agora você estiver sentindo o que sempre calou?

Você acha que está exagerando.Mas e se só agora estiver sentindo o que passou a vida tentando segurar? Eu escuto isso com frequência. Pessoas que chegam dizendo “acho que estou ficando louca” ou “não era pra doer tanto assim”.Mas era.Só que na correria, na tentativa de dar conta de tudo, você aprendeu a calar o que sentia. Quando esse silêncio começa a pesar, parece demais.Mas é só o que sempre esteve aí. Na terapia, você aprende a reconhecer esse peso e dar a ele o espaço necessário.Não pra ficar presa nele.Mas pra, enfim, conseguir seguir de outro jeito. Esse é o meu trabalho. E se você quiser, eu te acompanho nesse caminho. Aline AndradePsicóloga Clínica
A ansiedade chega antes dos fatos. E te convence de que já é real.

Você ainda nem ouviu a resposta.Mas já sente o corpo tenso. Ainda não aconteceu.Mas sua mente já vive como se fosse certo. A ansiedade antecipa, exagera, distorce.Ela conta histórias sobre o que vai dar errado e te convence de que já está acontecendo.E o pior é que o corpo acredita. Taquicardia, aperto no peito, suor, angústia.Reações reais para medos que ainda não têm forma. Mas pra quem já viveu situações de abandono, de humilhação, de rejeição…a mente ansiosa só quer evitar repetir a dor.Mesmo que, pra isso, ela precise inventar ameaças o tempo todo. Na terapia, você pode começar a diferenciar o que é memória e o que é presente.O que é ameaça real e o que é eco de algo antigo.É um processo. Mas é possível. Se você está cansado de sofrer por antecipação, talvez seja hora de cuidar disso com mais responsabilidade e acolhimento. Aline AndradePsicóloga Clínica
É por isso que um comentário te desmonta

Porque no fundo, você já se sente pequeno. Já se sente insuficiente. E qualquer palavra do outro apenas confirma aquilo que, em silêncio, você mesmo acredita sobre si. Quando você vive com a sensação constante de que não é bom o bastante, qualquer crítica vira um ataque. Qualquer opinião contrária parece uma ameaça. E qualquer gesto de indiferença já basta para te desmoronar. É assim que a vitimização se alimenta: da sua própria dificuldade em reconhecer seu valor. Você se sente ofendido com facilidade, não porque o outro tem poder sobre você, mas porque você já se fragilizou por dentro. A dor não nasce no comentário. Ela já estava aí. O comentário só a revela. Enquanto você seguir acreditando que o outro é responsável pelo que você sente, vai continuar preso à ideia de que tudo apenas te acontece, como se você não tivesse participação na própria história. E isso te impede de se apropriar da sua vida, das suas escolhas e da sua reconstrução. O caminho não é se proteger de tudo, mas perceber que o julgamento mais pesado é o que você faz sobre si. O que o outro diz só te desmonta porque toca algo que já existe aí dentro. Fortalecer quem você é começa por olhar para isso com honestidade. Aline Andrade Psicóloga Clínica
O custo emocional de viver em hipervigilância

Estar em estado de alerta constante. Olhar ao redor esperando que algo dê errado. Medir palavras, prever reações, calcular cada movimento. Isso é a hipervigilância, uma tentativa do corpo e da mente de se protegerem diante de experiências que, em algum momento, foram ameaçadoras. É como se a pessoa estivesse vivendo com um alarme interno ligado o tempo todo. Mesmo quando não há nenhum risco real, algo dentro dela diz: “Fique atenta, algo pode acontecer”. Essa postura pode ter surgido como resposta a ambientes instáveis: uma infância com gritos, imprevisibilidade emocional, críticas constantes ou a sensação de que o erro nunca seria perdoado. Nessas situações, ser hipervigilante parecia necessário para sobreviver. O problema é quando essa estratégia continua sendo usada mesmo quando o perigo já não existe mais. A pessoa passa a observar o ambiente o tempo todo, tentando identificar se está segura. Nota expressões, tons de voz, movimentos sutis. Está sempre atenta a tudo e a todos. Em muitos casos, nem precisa que alguém diga o que está sentindo ou peça por ajuda. Ela já sabe. Se antecipa. Se responsabiliza. Se coloca no lugar de quem precisa ser útil o tempo inteiro, como se isso garantisse que não será descartada. E é aí que a ansiedade encontra espaço para crescer. O corpo vive tensionado. A mente, acelerada. Pequenas situações ganham proporções enormes. Um atraso na resposta de alguém vira sinal de rejeição. Uma mudança de tom parece ameaça. O silêncio de outra pessoa gera culpa ou preocupação. A hipervigilância alimenta a ansiedade porque prende a pessoa num estado de antecipação constante. Ela não relaxa. Não se entrega. Não confia. Vive se preparando para o que pode dar errado, e isso a impede de viver o que está dando certo. A psicoterapia pode ajudar a reconhecer esse padrão, entender sua origem e, pouco a pouco, permitir que o corpo desacelere. Porque ninguém deveria viver com medo o tempo todo. Reconhecer isso já é um primeiro passo. Aline AndradePsicóloga Clínica
Quanto mais eu olho pra dentro, mais eu consigo aceitar os outros

Já reparou nisso? A gente se frustra com atitudes alheias, julga, se decepciona… Mas e se, em vez de buscar respostas fora, a gente começasse a se perguntar: “Por que isso me afeta tanto?” Foi algo que comecei a perceber aos poucos.Quando parei para olhar para mim mesma de verdade, sem filtros, vi que muitas das minhas reações vinham de coisas que eu ainda não tinha resolvido comigo mesma. Expectativas que eu projetava nos outros, inseguranças que me faziam interpretar tudo de forma pessoal. E aí vem a parte interessante: conforme fui me entendendo melhor, comecei a perceber que todo mundo tem suas batalhas internas.Aquela pessoa que parece distante pode estar lidando com um dia difícil. Alguém que fala de um jeito duro talvez esteja se protegendo de algo que nem consigo imaginar. Não significa que devemos aceitar tudo sem limites, claro. Mas quando a gente se compreende, fica mais fácil enxergar os outros com um olhar menos carregado de julgamento e mais aberto ao entendimento. No fim das contas, quando tenho paciência comigo e respeito o meu próprio processo e minhas emoções, tudo fica mais leve. Não preciso levar tudo para o lado pessoal, porque entendo que nem tudo é sobre mim. Olhar para dentro não é egoísmo. É o que nos permite enxergar os outros de um jeito mais humano. Você costuma levar tudo para o lado pessoal? Se sim, saiba que a psicoterapia pode ajudar. Aline AndradePsicóloga Clínica
Será que você está sofrendo porque sua vida é ruim ou porque ela não corresponde à vida que você idealizou?

Talvez o problema não seja o relacionamento.Mas a ideia que você criou de como o amor deveria ser.Talvez não seja o trabalho.Mas a fantasia de que ele te faria sentir plena o tempo todo.Talvez não seja a vida que você tem.Mas a versão romantizada da vida que você imaginou. Idealizar é humano.Mas viver preso na fantasia cobra um preço alto.Porque enquanto você compara a realidade com a ideia perfeita que criou, o presente vira fonte constante de frustração. Você quer mais, mas não sustenta o que tem.Quer leveza, mas não se permite lidar com o peso real das suas escolhas.Quer mudança, mas não encara o que já construiu. O sofrimento, muitas vezes, não nasce da falta.Mas do conflito entre o que se idealiza e o que se vive. Talvez seja hora de olhar pra sua vida como ela é.Sem máscaras. Sem filtros. Sem autoengano. A psicoterapia pode ser esse espaço.O lugar onde você aprende a distinguir o que é seu, do que te ensinaram a desejar.Vem comigo. Aline AndradePsicóloga Clínica
Todo sintoma cumpre uma função

Nada é meramente acidental, e cada sintoma que surge em sua vida carrega consigo um significado profundo. A verdadeira pergunta que você deve se fazer não é “como posso me livrar disso?”, mas sim “por que eu precisei disso?” Qual é a função desse sintoma na minha existência? Ele é, na verdade, uma expressão da minha liberdade, uma resposta que encontrei para atravessar uma situação existencial que me desafia. Sartre nos ensina que, como seres livres, somos responsáveis por dar significado às nossas escolhas, e os sintomas não são exceção.Eles surgem como resultados das decisões que tomamos em nossa busca por sentido, como uma tentativa de enfrentar um problema sem, muitas vezes, termos plena consciência disso.O sintoma não é o problema em si, mas um reflexo de uma questão mais profunda que precisa ser identificada.Não podemos tratar o sintoma de forma superficial, pois, enquanto a raiz não for enfrentada, o sintoma apenas se transformará em outro. Essa é a essência da existência: a luta constante para assumir a responsabilidade pela nossa liberdade e pelas escolhas que fazemos, até que um dia, ao invés de reagirmos automaticamente, possamos olhar para dentro e questionar nossas necessidades reais. Isso exige coragem para confrontar a nossa própria verdade e a constância de quem busca o autoconhecimento.A jornada é sem volta, pois, ao reconhecermos nossa liberdade, nos tornamos conscientes de que somos os únicos responsáveis por dar sentido à nossa própria existência. Fez sentido pra você? Curte, comenta e compartilha com aquela pessoa que faz muito sintoma. Aline AndradePsicóloga Clínica
Diagnóstico: Ser humano

Você já percebeu como tudo precisa de um nome?Uma etiqueta. Um código. Um laudo.A tristeza já não pode mais ser apenas tristeza.Ela precisa ser explicada, justificada, medicada.A angústia? Também não.Precisa virar diagnóstico, algo que possa ser controlado, eliminado, silenciado. Você sente um vazio, e ao invés de escutá-lo… quer curá-lo.Como se o sentir fosse um erro. Como se viver tivesse que ser um constante estado de leveza e produtividade. Você já notou isso em você?Essa urgência em se entender, mas não pelo sentir… e sim pelo rotular.Talvez porque dói.E, sim, sentir dói. Sentir é incômodo. É lento.E o mundo está rápido demais para esperar você se entender.É tudo agora, tudo pra ontem.Sofrer virou defeito.A dor virou fraqueza.A espera virou perda de tempo. Mas desde quando ser humano é ser constante?Desde quando a oscilação emocional precisa de receita médica? Você sente tristeza? Ótimo. Isso significa que você não está anestesiado.Você sente medo? Ótimo. Isso significa que você está vivo.Você sente angústia? Ótimo. Isso significa que há perguntas aí dentro que merecem ser escutadas. Não. Nem tudo é diagnóstico.Nem tudo precisa ser patologizado.Às vezes, o que você sente… é só você tentando dar conta de ser humano num mundo que exige que você funcione como uma máquina. Permita-se sentir.Porque, no fim das contas, talvez o único diagnóstico possível…seja esse: ser humano. Aline AndradePsicóloga Clínica #saúdemental #psicoterapia #serhumano #reflexão #autoconhecimento #sentiréhumano #vivênciaemocional #textosquecuram #psicologiaclinica #textosreflexivos #emocaoenãodiagnóstico