Helena sempre desconfia quando alguém é gentil com ela.

Se alguém oferece ajuda, ela já pensa que depois virá um favor em troca.
Se alguém demonstra carinho demais, ela tenta entender a intenção por trás.
Se alguém faz algo por ela sem motivo aparente, aquilo quase soa estranho.

Porque Helena cresceu entendendo cuidado como troca.

Não era necessariamente algo cruel.
Mas era aquele tipo de afeto que sempre vinha acompanhado de alguma expectativa.

“Faz isso pra mim.”
“Depois você me ajuda.”
“Olha tudo que eu fiz por você.”
“Se eu tô sendo legal, o mínimo é…”

Então ela aprendeu que carinho nunca vinha sozinho.
Sempre vinha carregando uma cobrança silenciosa.

Hoje, mesmo quando alguém gosta dela de forma simples, Helena continua esperando o momento em que vai precisar devolver alguma coisa.

Aline Andrade Psicóloga Clínica

ATENÇÃO

Leia antes de prosseguir

*Atendimento particular e online.

*Somente para adultos.